terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma luz no fim do túnel: Programa Minha Escolha

 

   Uma pesquisa realizada com 1.200 brasileiros, entre dezembro de 2007 e janeiro de 2008, pelo Instituto de Pesquisas Ipsos, revela que 49% dos entrevistados têm dificuldades para escolher alimentos saudáveis e 75% gostariam que a indústria ajudasse suas escolhas no momento da compra.

   Pensando nisso, a Choices International Foundation lançou no Brasil o Programa Minha Escolha, uma iniciativa global de representantes da Indústria de Alimentos desenvolvida para facilitar a escolha de opções mais saudáveis de alimentos e que já está em mais de 50 países.

    O Programa tem dois objetivos centrais:

   • Ajudar os consumidores a identificar, de forma simples e rápida, opções saudáveis no momento da compra.

    • Estimular as indústrias alimentícias a aprimorar a composição de seus produtos, aumentando, assim, a disponibilidade de alimentos e bebidas mais saudáveis e atendendo a demanda de consumo.

   Para concretizar tais objetivos, o Programa Minha Escolha desenvolveu uma ferramenta de comunicação simples, clara e objetiva: o selo MINHA ESCOLHA™.

   Trata-se de um logo simples e direto, na frente das embalagens dos produtos das empresas participantes:

   Os produtos que estão alinhados com o Programa Minha Escolha têm níveis controlados de QUATRO NUTRIENTES-CHAVE:

   • Gorduras saturadas
   • Gorduras trans
   • Açúcares
   • Sódio (sal)
   Segundo a OMS, esses são os quatro nutrientes causadores de doenças crônicas como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, quando consumidos em excesso.

   Algumas empresas que já aderiram ao programa são: Unilever, Perdigão, Batavo.
   Somente os produtos cujo perfil nutricional estejam em conformidade com os valores de referência do Programa poderão ter o selo aplicado em suas embalagens. Aqui vai um exemplo:

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CURIOSIDADE: A 8ª edição da São Paulo Restaurant Week, trouxe opções de pratos nutricionalmente equilibrados, com teor controlado de sal, gordura saturada, gordura trans e açúcar, de acordo com a avaliação realizada pelo Programa Minha Escolha. Os restaurantes participantes do evento que tiveram interesse submeteram seus menus para a análise nutricional. Os pratos que apresentaram valores adequados dos 4 nutrientes foram certificados com o Selo Minha Escolha. 

Visite o site http://www.programaminhaescolha.com.br/home.html

VIVER UM ESTILO DE VIDA ATIVO E CHEIO DE VITALIDADE, É O SONHO DE TODOS.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Para entender melhor as informações nutricionais: Semáforo Nutricional

 

   Vamos começar o post de hoje fazendo um desafio!

   Vá até sua cozinha e pegue o primeiro pacote de alimento que encontrar. Pode ser um pacote de sopa, um chocolate, leite, enfim uma embalagem de qualquer alimento! Agora faço o seguinte: atrás da embalagem você encontrará as informações nutricionais do produto. Você consegue identificar qual a quantidade de gordura saturada e de fibras que você vai ingerir?

   Até aqui tudo bem, certo? Agora …

   Você sabe o que isso significa? É muito, é pouco, ou é ideal?  Complicou, não?

   É, mas se você estivesse no Reino Unido ou na Espanha você saberia responder facilmente estas questões. Sabe como?

   Lá eles contam com uma ferramenta a mais, já que, além da tabela nutricional, a embalagem traz cores que indicam se um nutriente está em quantidade ideal, se está quase no limite do recomendado para um dia ou se aparece em excesso.

   Esta ideia foi criada no Reino Unido, pela Food Standards Agency (FSA), com o objetivo de orientar o consumidor na escolha de produtos mais saudáveis.

   A ferramenta é denominada como Traffic Light Labelling, ou "Semáforo Nutricional". Como o próprio nome nos revela, ele baseia-se nas cores do semáforo, analisando separadamente a concentração de gorduras, gordura saturada, açúcares e sal correspondente a 100g ou 100mL de cada produto. Desta forma, o "sinal" VERMELHO indica que o nutriente está presente em quantidade excessiva, o AMARELO indica média quantidade e o VERDE pouca quantidade.

   Além disso, o consumidor é orientado, caso consuma um alimento com sinal vermelho para um nutriente específico, a consumir outro com sinal verde para o mesmo nutriente.

   Esse método é utilizado principalmente em produtos processados de conveniência, como refeições prontas, pizzas, hambúrgueres, sanduíches, salsichas e cereais matinais.

   O semáforo deve estar preferencialmente na parte frontal da embalagem do produto, de modo a facilitar a visualização pelo consumidor. Segue abaixo alguns exemplos de como os produtos comercializados no Brasil ficariam:

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   Um exemplo do Reino Unido … simples, prático e fácil de entender!

   Há alguns movimentos para inclusão desta ferramenta no Brasil, mas enquanto estas mudanças não chegam por aqui, os consumidores continuarão “apanhando” para entender as informações nutricionais.  

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pesquisa demonstra grande quantidade de sal e gordura saturada na pizza brasileira

 

   O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) fez uma pesquisa para levantar as informações nutricionais das pizzas industrializadas vendidas no país. Foram analisadas as quantidades de sal e gordura saturada de 433 pizzas das redes de fast food Domino`s e Pizza Hut e das empresas Sadia, Perdigão e Dr. Oetker.

   Os dados sobre a quantidade de gordura saturada e de sódio presente nas pizzas foram levantados a partir dos sites das empresas. A exceção foi a Domino`s, que não disponibiliza as informações na internet. Nesse caso, elas foram solicitadas à rede, por telefone, por um membro do Idec que se passou por consumidor.

   A pizza que apresentou maior teor de SÓDIO foi a de calabresa da Domino`s (1.098 mg por porção). Já em relação à GORDURA SATURADA, a campeã foi a de quatro queijos da Sadia (5,8 g por porção).

   Por outro lado, a marguerita da Domino`s e a marguerita da Perdigão apresentaram a quantidade mais baixa de gorduras (2 g), e a de mozarela da Domino`s é a que possui menos sódio (192 mg).

   É importante frisar que alimentos ricos em gorduras e sódio não precisam ser excluídos completamente da alimentação, mas devem ser consumidos esporadicamente e com moderação, sempre visando uma dieta mais saudável. Isso porque estes alimentos, em  excesso, aumentam a pressão arterial, os riscos de enfarte, derrame cerebral, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.

** Você sabe a diferença entre sal e sódio? **

O sal de cozinha é um composto constituído por aproximadamente 40% de sódio - um mineral presente em diversos elementos da natureza. A quantidade ideal estabelecida pela Organização Mundial da Saúde para o consumo de sal é de 5 g por dia, o que equivale, portanto, a cerca de 2,4 g de sódio.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Anvisa veta uso do nome 'ração humana' em rótulo

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   Na moda em dietas, as "rações humanas", compostas de cereais e fibras e encontradas em mercados em todo o país, estão na mira da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

   A agência vai divulgar hoje um alerta de que a substituição de uma refeição por esse produto traz riscos à saúde, já que ele não tem todos os nutrientes necessários para a alimentação saudável.

   A nota também deve dizer que os produtos não podem usar o nome de "ração humana", nem colocar no rótulo propriedades medicinais, como redução de colesterol.

   Estão liberadas frases que informem que o composto faz bem para a saúde (por exemplo, que melhora o funcionamento do intestino). Mas, para isso, os fabricantes terão que pedir o registro do alimento na Anvisa e apresentar estudos que demonstrem essas características.

   O nome 'ração humana' pode induzir o consumidor a engano e não diz claramente o que é aquele alimento. Alimentos vendidos com essa nomenclatura já estão em desacordo com a legislação sanitária.

   As empresas responsáveis devem ser notificadas e receberão um prazo para cumprir a medida. Caso isso não ocorra, estão sujeitas a multa de até R$ 1,5 milhão.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0706201101.htm

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pirâmide alimentar será substituída por prato nos EUA

 

   Nesta quinta-feira (02/06/2011) a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apresentou as novas recomendações nutricionais do governo americano, que substituíram a tradicional representação gráfica de uma pirâmide por um prato.

   A nova representação, chamada de "MyPlate", divide um prato em quatro porções: uma de fruta, outra de verduras, uma terceira de proteínas e a quarta de cereais integrais. Além disso, ao desenho é acrescentado um copo, que representa os laticínios.

   A antiga imagem, a "Pirâmide de Nutrição", representava os grupos alimentares em forma triangular. Os alimentos que deviam ser ingeridos em maior quantidade se encontravam em sua base, enquanto aqueles que deviam ser consumidos moderadamente ficavam no topo.

   Segundo o Departamento de Agricultura, a pirâmide "estava fora de moda e era muito complicada" para os cidadãos, que reclamavam de receber informação contraditória, mas ela continuará disponível para os profissionais da área de saúde.

   Juntamente com a nova representação gráfica foram nomeadas dez dicas para um bom prato. São elas:

1. Ingira somente a quantidade de calorias suficiente para o seu dia-a-dia.

2. Tenha prazer na hora da refeição e não coma rápido assim você comerá menos.

3. Utilize nas refeições pratos pequenos assim você não irá exagerar na porção. E quando comer forar de casa sempre peça a menor porção.

4. Inclua com maior frequência na alimentação diária os seguintes itens: vegetais, frutas, grãos integrais, leite desnatado e seus derivados.

5. Metade do seu prato deve ser de frutas e vegetais.

6. Substitua o leite integral pelo leite desnatado.

7. Aumente o consumo de grãos integrais (por exemplo substitua arroz branco e pão branco por integrais).

8. Diminua a quantidade de gorduras, sal e açúcares do seu dia-a-dia. Deixe somente para ocasiões especiais alimentos como, bolos, biscoitos, sorvetes, balas, pizzas, refrigerantes … 

9. Reduza o sal da dieta. Comece a reparar nos rótulos dos alimentos (principalmente de sopas, comidas congeladas e pães) e dê preferência para aqueles alimentos que tenham escrito na embalagem “baixa quantidade de sódio”, “teor reduzido de sódio” ou “sem adição de sal”.

10. Beba água ao invés de “bebidas açúcaradas”, tais como refrigerantes, bebidas energéticas e esportivas.

Será que esta nova representação gráfica irá “pegar” aqui no Brasil??

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Qual o melhor tipo de óleo vegetal?

 

   Antes de tudo, não podemos esquecer que as gorduras são essenciais para o funcionamento do nosso organismo pois nos fornecem energia, são fontes de ácidos graxos essenciais e de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que necessariamente devem ser veiculados pelos alimentos, pois o organismo não pode produzí-los. Então retirar totalmente a gordura da alimentação não é recomendável!

   O importante é saber distinguir aquelas que são mais saudáveis e essenciais ao bom funcionamento do organismo daquelas que devem ser evitadas por prejudicar a saúde e consumi-las dentro das faixas recomendadas para a boa nutrição.

   No grupo de alimentos denominado gorduras , estão incluídas as margarinas e todos os óleos vegetais, como o de soja, milho, girassol, canola, algodão, bem como as gorduras de origem animal (banha, manteiga, leite e laticínios e a própria gordura das carnes).

   É muito comum os pacientes nos perguntarem diversas dúvidas sobre os óleos vegetais. Como por exemplo, qual é o melhor para cozinhar? Qual o mais saudável? Qual tem mais gordura saturada?

   Hoje vamos tirar todas essas dúvidas…

   Para isso elaboramos um gráfico. Este gráfico foi adaptado do POS Pilot Plant Corporation (Canadá).

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   As gorduras são classificadas em dois tipos sendo que cada um apresentará diferentes impactos na nossa saúde: as SATURADAS e as INSATURADAS.

   As SATURADAS aumentam o risco de dislipidemias como também de doenças cardíacas. As principais fontes são alimentos de origem animal (manteiga, banha, toucinho e carnes e seus derivados, leite e laticínios integrais), embora alguns óleos vegetais sejam ricos nesse tipo de gordura, como o óleo de coco e o de palma (vide gráfico).

   Já as INSATURADAS dividem-se em dois grupos: monoinsaturadas e poliinsaturadas. Estas, não causam problemas de saúde, exceto quando consumidas em grande quantidade.

   As MONOINSATURADAS têm como principais fontes o azeite de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas). Elas podem ajudar na redução do risco de problemas cardíacos através de uma diminuição do LDL, ou seja, o colesterol “ruim”.

   As gorduras POLIINSATURADAS são essenciais para manutenção da saúde e da própria vida. As principais fontes são os óleos vegetais (óleos de algodão, milho, soja e girassol)e óleo de peixe.

   Nas gorduras poliinsaturadas estão presentes alguns tipos de ácidos graxos essenciais, o ômega 3 e o ômega 6. O ÔMEGA-3, por exemplo, está associado com a redução do risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e no tratamento de doenças inflamatórias. Esse tipo de ácido graxo está presente principalmente na gordura dos peixes. Já o ácido graxo ÔMEGA-6 está presente em grande quantidade nos óleos vegetais. Exceto os óleos de coco, oliva e palma que possuem menor quantidade.

   Então, como se pode perceber cada tipo de óleo é produzido de uma maneira e é rico em um determinado tipo de gordura.

   Portanto, a partir das definições sobre cada tipo de gordura, podemos perceber que o melhor óleo a ser utilizado no preparo de receitas, é aquele que possui menor quantidade de gordura saturada e maior quantidade de gordura insaturada. Logo, através da tabela acima, o mais recomendado seria o ÓLEO DE CANOLA.

  Já, para o tempero de saladas, ou seja, preparações frias, o azeite de oliva é uma ótima opção. É saboroso e nutritivo. Observe no rótulo do produto se ele é puro, pois muitos são adicionados de outros tipos de óleo vegetal. Use-o com moderação, pois também tem alto teor de energia.

    Vamos chamar atenção agora para a QUANTIDADE DO ÓLEO… uma lata de 900mL é o suficiente para o preparo de alimentos de uma família de quatro pessoas, durante um mês. Se você usa mais que essa quantidade por mês, tente reduzir o óleo das preparações até que o consumo atinja essa quantidade.

 LEMBRE-SE: Não consuma mais do que 1 porção (1 colher de sopa) por dia de óleos vegetais, azeite ou margarina.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gordura trans: de olho na embalagem

 

   De alguns anos pra cá, a gordura trans se tornou uma das maiores vilãs da saúde. E acredito que todos já estejam carecas de ouvir falar sobre ela, que é prejudicial para saúde, que devemos ingerir o mínimo possível e etc.

   Só que você já parou para pensar o que vem a ser, de fato, esta gordura?

   Bem… As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

   Mas, na verdade, esse post de hoje é para dar um ALERTA!

   Em grande parte dos alimentos vem escrito na embalagem as seguintes palavras: SEM GORDURA TRANS, ISENTO DE GORDURA TRANS, ZERO DE GORDURA TRANS, LIVRE DE GORDURA TRANS, enfim todas querendo dizer a mesma coisa.

   PORÉM…

   Como diz o ditado: Nem tudo que reluz é ouro.

    A indústria, realmente tem a permissão de utilizar o claim (alegação) "livre de gorduras trans" nos rótulos dos alimentos, mesmo que o alimento pronto para consumo contenha até 0,2g de gorduras trans na porção descrita na informação nutricional. Reparem em um detalhe muito importante: o 0,2g acaba sendo arredondado para 0.

   Mas este 0,2g não pode ser ignorado! Vou dar um exemplo simples:

  Supondo que a porção descrita na informação nutricional seja de 3 bolachas recheadas. Caso você coma 9 bolachas recheadas e o produto tenha 0,2g de gordura trans (que automaticamente é arredondado para 0, como citado acima), você já estará consumindo uma certa quantidade de gordura trans (no exemplo de 0,2g/porção já seria 0,6g de gordura trans nas 9 bolachas recheadas consumidas). 

   Assim, na realidade, as indústrias deveriam escrever: zero de gordura trans NA PORÇÃO

   Como costumo reparar muito em embalagens confesso que nunca havia visto uma embalagem…como posso dizer…“honesta” com o consumidor. Mas semana passada encontrei finalmente uma embalagem honesta! Vejam como deveria ser o exemplo …

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    Então agora vocês já sabem! Não se iludam quando lerem zero de gordura trans pois só será realmente zero na quantidade da porção estabelecida na informação nutricional do rótulo (segue abaixo um modelinho de rótulo).

   E outra coisa… quanto que podemos consumir de gordura trans por dia?

   A recomendação é que seja consumido o mínimo possível. Não devemos consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.

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