terça-feira, 7 de junho de 2011

Anvisa veta uso do nome 'ração humana' em rótulo

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   Na moda em dietas, as "rações humanas", compostas de cereais e fibras e encontradas em mercados em todo o país, estão na mira da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

   A agência vai divulgar hoje um alerta de que a substituição de uma refeição por esse produto traz riscos à saúde, já que ele não tem todos os nutrientes necessários para a alimentação saudável.

   A nota também deve dizer que os produtos não podem usar o nome de "ração humana", nem colocar no rótulo propriedades medicinais, como redução de colesterol.

   Estão liberadas frases que informem que o composto faz bem para a saúde (por exemplo, que melhora o funcionamento do intestino). Mas, para isso, os fabricantes terão que pedir o registro do alimento na Anvisa e apresentar estudos que demonstrem essas características.

   O nome 'ração humana' pode induzir o consumidor a engano e não diz claramente o que é aquele alimento. Alimentos vendidos com essa nomenclatura já estão em desacordo com a legislação sanitária.

   As empresas responsáveis devem ser notificadas e receberão um prazo para cumprir a medida. Caso isso não ocorra, estão sujeitas a multa de até R$ 1,5 milhão.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0706201101.htm

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pirâmide alimentar será substituída por prato nos EUA

 

   Nesta quinta-feira (02/06/2011) a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apresentou as novas recomendações nutricionais do governo americano, que substituíram a tradicional representação gráfica de uma pirâmide por um prato.

   A nova representação, chamada de "MyPlate", divide um prato em quatro porções: uma de fruta, outra de verduras, uma terceira de proteínas e a quarta de cereais integrais. Além disso, ao desenho é acrescentado um copo, que representa os laticínios.

   A antiga imagem, a "Pirâmide de Nutrição", representava os grupos alimentares em forma triangular. Os alimentos que deviam ser ingeridos em maior quantidade se encontravam em sua base, enquanto aqueles que deviam ser consumidos moderadamente ficavam no topo.

   Segundo o Departamento de Agricultura, a pirâmide "estava fora de moda e era muito complicada" para os cidadãos, que reclamavam de receber informação contraditória, mas ela continuará disponível para os profissionais da área de saúde.

   Juntamente com a nova representação gráfica foram nomeadas dez dicas para um bom prato. São elas:

1. Ingira somente a quantidade de calorias suficiente para o seu dia-a-dia.

2. Tenha prazer na hora da refeição e não coma rápido assim você comerá menos.

3. Utilize nas refeições pratos pequenos assim você não irá exagerar na porção. E quando comer forar de casa sempre peça a menor porção.

4. Inclua com maior frequência na alimentação diária os seguintes itens: vegetais, frutas, grãos integrais, leite desnatado e seus derivados.

5. Metade do seu prato deve ser de frutas e vegetais.

6. Substitua o leite integral pelo leite desnatado.

7. Aumente o consumo de grãos integrais (por exemplo substitua arroz branco e pão branco por integrais).

8. Diminua a quantidade de gorduras, sal e açúcares do seu dia-a-dia. Deixe somente para ocasiões especiais alimentos como, bolos, biscoitos, sorvetes, balas, pizzas, refrigerantes … 

9. Reduza o sal da dieta. Comece a reparar nos rótulos dos alimentos (principalmente de sopas, comidas congeladas e pães) e dê preferência para aqueles alimentos que tenham escrito na embalagem “baixa quantidade de sódio”, “teor reduzido de sódio” ou “sem adição de sal”.

10. Beba água ao invés de “bebidas açúcaradas”, tais como refrigerantes, bebidas energéticas e esportivas.

Será que esta nova representação gráfica irá “pegar” aqui no Brasil??

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Qual o melhor tipo de óleo vegetal?

 

   Antes de tudo, não podemos esquecer que as gorduras são essenciais para o funcionamento do nosso organismo pois nos fornecem energia, são fontes de ácidos graxos essenciais e de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que necessariamente devem ser veiculados pelos alimentos, pois o organismo não pode produzí-los. Então retirar totalmente a gordura da alimentação não é recomendável!

   O importante é saber distinguir aquelas que são mais saudáveis e essenciais ao bom funcionamento do organismo daquelas que devem ser evitadas por prejudicar a saúde e consumi-las dentro das faixas recomendadas para a boa nutrição.

   No grupo de alimentos denominado gorduras , estão incluídas as margarinas e todos os óleos vegetais, como o de soja, milho, girassol, canola, algodão, bem como as gorduras de origem animal (banha, manteiga, leite e laticínios e a própria gordura das carnes).

   É muito comum os pacientes nos perguntarem diversas dúvidas sobre os óleos vegetais. Como por exemplo, qual é o melhor para cozinhar? Qual o mais saudável? Qual tem mais gordura saturada?

   Hoje vamos tirar todas essas dúvidas…

   Para isso elaboramos um gráfico. Este gráfico foi adaptado do POS Pilot Plant Corporation (Canadá).

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   As gorduras são classificadas em dois tipos sendo que cada um apresentará diferentes impactos na nossa saúde: as SATURADAS e as INSATURADAS.

   As SATURADAS aumentam o risco de dislipidemias como também de doenças cardíacas. As principais fontes são alimentos de origem animal (manteiga, banha, toucinho e carnes e seus derivados, leite e laticínios integrais), embora alguns óleos vegetais sejam ricos nesse tipo de gordura, como o óleo de coco e o de palma (vide gráfico).

   Já as INSATURADAS dividem-se em dois grupos: monoinsaturadas e poliinsaturadas. Estas, não causam problemas de saúde, exceto quando consumidas em grande quantidade.

   As MONOINSATURADAS têm como principais fontes o azeite de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas). Elas podem ajudar na redução do risco de problemas cardíacos através de uma diminuição do LDL, ou seja, o colesterol “ruim”.

   As gorduras POLIINSATURADAS são essenciais para manutenção da saúde e da própria vida. As principais fontes são os óleos vegetais (óleos de algodão, milho, soja e girassol)e óleo de peixe.

   Nas gorduras poliinsaturadas estão presentes alguns tipos de ácidos graxos essenciais, o ômega 3 e o ômega 6. O ÔMEGA-3, por exemplo, está associado com a redução do risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e no tratamento de doenças inflamatórias. Esse tipo de ácido graxo está presente principalmente na gordura dos peixes. Já o ácido graxo ÔMEGA-6 está presente em grande quantidade nos óleos vegetais. Exceto os óleos de coco, oliva e palma que possuem menor quantidade.

   Então, como se pode perceber cada tipo de óleo é produzido de uma maneira e é rico em um determinado tipo de gordura.

   Portanto, a partir das definições sobre cada tipo de gordura, podemos perceber que o melhor óleo a ser utilizado no preparo de receitas, é aquele que possui menor quantidade de gordura saturada e maior quantidade de gordura insaturada. Logo, através da tabela acima, o mais recomendado seria o ÓLEO DE CANOLA.

  Já, para o tempero de saladas, ou seja, preparações frias, o azeite de oliva é uma ótima opção. É saboroso e nutritivo. Observe no rótulo do produto se ele é puro, pois muitos são adicionados de outros tipos de óleo vegetal. Use-o com moderação, pois também tem alto teor de energia.

    Vamos chamar atenção agora para a QUANTIDADE DO ÓLEO… uma lata de 900mL é o suficiente para o preparo de alimentos de uma família de quatro pessoas, durante um mês. Se você usa mais que essa quantidade por mês, tente reduzir o óleo das preparações até que o consumo atinja essa quantidade.

 LEMBRE-SE: Não consuma mais do que 1 porção (1 colher de sopa) por dia de óleos vegetais, azeite ou margarina.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gordura trans: de olho na embalagem

 

   De alguns anos pra cá, a gordura trans se tornou uma das maiores vilãs da saúde. E acredito que todos já estejam carecas de ouvir falar sobre ela, que é prejudicial para saúde, que devemos ingerir o mínimo possível e etc.

   Só que você já parou para pensar o que vem a ser, de fato, esta gordura?

   Bem… As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

   Mas, na verdade, esse post de hoje é para dar um ALERTA!

   Em grande parte dos alimentos vem escrito na embalagem as seguintes palavras: SEM GORDURA TRANS, ISENTO DE GORDURA TRANS, ZERO DE GORDURA TRANS, LIVRE DE GORDURA TRANS, enfim todas querendo dizer a mesma coisa.

   PORÉM…

   Como diz o ditado: Nem tudo que reluz é ouro.

    A indústria, realmente tem a permissão de utilizar o claim (alegação) "livre de gorduras trans" nos rótulos dos alimentos, mesmo que o alimento pronto para consumo contenha até 0,2g de gorduras trans na porção descrita na informação nutricional. Reparem em um detalhe muito importante: o 0,2g acaba sendo arredondado para 0.

   Mas este 0,2g não pode ser ignorado! Vou dar um exemplo simples:

  Supondo que a porção descrita na informação nutricional seja de 3 bolachas recheadas. Caso você coma 9 bolachas recheadas e o produto tenha 0,2g de gordura trans (que automaticamente é arredondado para 0, como citado acima), você já estará consumindo uma certa quantidade de gordura trans (no exemplo de 0,2g/porção já seria 0,6g de gordura trans nas 9 bolachas recheadas consumidas). 

   Assim, na realidade, as indústrias deveriam escrever: zero de gordura trans NA PORÇÃO

   Como costumo reparar muito em embalagens confesso que nunca havia visto uma embalagem…como posso dizer…“honesta” com o consumidor. Mas semana passada encontrei finalmente uma embalagem honesta! Vejam como deveria ser o exemplo …

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    Então agora vocês já sabem! Não se iludam quando lerem zero de gordura trans pois só será realmente zero na quantidade da porção estabelecida na informação nutricional do rótulo (segue abaixo um modelinho de rótulo).

   E outra coisa… quanto que podemos consumir de gordura trans por dia?

   A recomendação é que seja consumido o mínimo possível. Não devemos consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brasileiros em busca de uma alimentação mais saudável

   Recente estudo publicado pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) sobre o Perfil do Consumo de Alimentos no Brasil, revela que o brasileiro tem se alimentado de forma mais saudável. A procura por alimentos mais nutritivos, por exemplo, aumentou em 32% e os produtos de maior qualidade teve uma aceitação de 29%, entre os entrevistados.

   A pesquisa realizada em 2010, também apontou que os brasileiros estão mais criteriosos na hora de consumir e preferem alimentos que, por sua origem, são mais saudáveis e que proporcionam qualidade de vida, benefícios à saúde e bem-estar. Entre eles, o arroz e o feijão são os produtos mais procurados na hora de fazer compras e constituem, respectivamente, 44% e 36% do mercado consumidor.

   Agora alguns números da pesquisa:

   Cerca de 69% dos entrevistados relataram ler os rótulos da embalagem, sendo que 52% se preocupam com valor calórico, 39% com a porcentagem de gordura e apenas 8% com a porcentagem de sódio. Este, acaba sendo um fator preocupante visto que o sódio é considerado um importante fator no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial.

   Dentre os produtos que mais despertam o desejo do consumidor quando são lançados no mercado estão os iogurtes (32%), as bolachas e biscoitos (28%), o suco pronto para beber (27%), chocolate e bombons (25%), queijos (24%), alimentos congelados ou semi-prontos (21%) e arroz (19%).

   Outro dado curioso é que 51% dizem acreditar parcialmente que os alimentos funcionais podem trazer benefícios à saúde e 44% acreditam parcialmente que no futuro alimentos poderão substituir medicamentos. Será!?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Medidas para reduzir o sódio dos alimentos industrializados

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   A partir do estudo que a Anvisa realizou em novembro de 2010 onde constatou excesso de sódio em alguns alimentos, foi assinado um acordo entre o Ministério da Saúde e Indústrias Alimentícias.

   Este acordo prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de produtos.

   Os primeiros alimentos que terão esta redução serão as massas instantâneas (estão lembrados que foi exatamente este, o alimento que apresentou a maior quantidade de sódio entre todos os analisadas pela Anvisa? Confira!). Além dos pães e as bisnagas, que, de 2012 a 2014, terão de reduzir em até 30% o teor de sódio.

  Também irão entrar nesta lista de alimentos: as bolachas, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, batatas fritas, embutidos, caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, laticínios (queijos, requeijão, bebidas lácteas) e refeições prontas (pizza, lasanha, sopas e até papinha infantil).  

  Detalhe, cada categoria terá um percentual de redução de sódio e um prazo diferente a cumprir.

   O objetivo deste acordo é muito claro: reduzir o consumo excessivo de sal que, como todo mundo está “careca” de saber, está associado a uma gama enorme de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas renais e cânceres.

   Bom, na teoria fica tudo muito lindo, não? Agora, vamos ficar de olho nos rótulos dos alimentos e comprovar se o acordo sairá de fato do papel e se irá refletir na saúde da população brasileira!

   Você sabia???

   Segundo dados da Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) 2002/03, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros (não foi computado o sal consumido fora de casa), foi de 9,6 gramas diários, o que representa quase o do dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (máximo de 5g/dia, ou seja, 1 colher de chá por pessoa).