quarta-feira, 18 de maio de 2011

Qual o melhor tipo de óleo vegetal?

 

   Antes de tudo, não podemos esquecer que as gorduras são essenciais para o funcionamento do nosso organismo pois nos fornecem energia, são fontes de ácidos graxos essenciais e de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que necessariamente devem ser veiculados pelos alimentos, pois o organismo não pode produzí-los. Então retirar totalmente a gordura da alimentação não é recomendável!

   O importante é saber distinguir aquelas que são mais saudáveis e essenciais ao bom funcionamento do organismo daquelas que devem ser evitadas por prejudicar a saúde e consumi-las dentro das faixas recomendadas para a boa nutrição.

   No grupo de alimentos denominado gorduras , estão incluídas as margarinas e todos os óleos vegetais, como o de soja, milho, girassol, canola, algodão, bem como as gorduras de origem animal (banha, manteiga, leite e laticínios e a própria gordura das carnes).

   É muito comum os pacientes nos perguntarem diversas dúvidas sobre os óleos vegetais. Como por exemplo, qual é o melhor para cozinhar? Qual o mais saudável? Qual tem mais gordura saturada?

   Hoje vamos tirar todas essas dúvidas…

   Para isso elaboramos um gráfico. Este gráfico foi adaptado do POS Pilot Plant Corporation (Canadá).

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   As gorduras são classificadas em dois tipos sendo que cada um apresentará diferentes impactos na nossa saúde: as SATURADAS e as INSATURADAS.

   As SATURADAS aumentam o risco de dislipidemias como também de doenças cardíacas. As principais fontes são alimentos de origem animal (manteiga, banha, toucinho e carnes e seus derivados, leite e laticínios integrais), embora alguns óleos vegetais sejam ricos nesse tipo de gordura, como o óleo de coco e o de palma (vide gráfico).

   Já as INSATURADAS dividem-se em dois grupos: monoinsaturadas e poliinsaturadas. Estas, não causam problemas de saúde, exceto quando consumidas em grande quantidade.

   As MONOINSATURADAS têm como principais fontes o azeite de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas). Elas podem ajudar na redução do risco de problemas cardíacos através de uma diminuição do LDL, ou seja, o colesterol “ruim”.

   As gorduras POLIINSATURADAS são essenciais para manutenção da saúde e da própria vida. As principais fontes são os óleos vegetais (óleos de algodão, milho, soja e girassol)e óleo de peixe.

   Nas gorduras poliinsaturadas estão presentes alguns tipos de ácidos graxos essenciais, o ômega 3 e o ômega 6. O ÔMEGA-3, por exemplo, está associado com a redução do risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e no tratamento de doenças inflamatórias. Esse tipo de ácido graxo está presente principalmente na gordura dos peixes. Já o ácido graxo ÔMEGA-6 está presente em grande quantidade nos óleos vegetais. Exceto os óleos de coco, oliva e palma que possuem menor quantidade.

   Então, como se pode perceber cada tipo de óleo é produzido de uma maneira e é rico em um determinado tipo de gordura.

   Portanto, a partir das definições sobre cada tipo de gordura, podemos perceber que o melhor óleo a ser utilizado no preparo de receitas, é aquele que possui menor quantidade de gordura saturada e maior quantidade de gordura insaturada. Logo, através da tabela acima, o mais recomendado seria o ÓLEO DE CANOLA.

  Já, para o tempero de saladas, ou seja, preparações frias, o azeite de oliva é uma ótima opção. É saboroso e nutritivo. Observe no rótulo do produto se ele é puro, pois muitos são adicionados de outros tipos de óleo vegetal. Use-o com moderação, pois também tem alto teor de energia.

    Vamos chamar atenção agora para a QUANTIDADE DO ÓLEO… uma lata de 900mL é o suficiente para o preparo de alimentos de uma família de quatro pessoas, durante um mês. Se você usa mais que essa quantidade por mês, tente reduzir o óleo das preparações até que o consumo atinja essa quantidade.

 LEMBRE-SE: Não consuma mais do que 1 porção (1 colher de sopa) por dia de óleos vegetais, azeite ou margarina.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gordura trans: de olho na embalagem

 

   De alguns anos pra cá, a gordura trans se tornou uma das maiores vilãs da saúde. E acredito que todos já estejam carecas de ouvir falar sobre ela, que é prejudicial para saúde, que devemos ingerir o mínimo possível e etc.

   Só que você já parou para pensar o que vem a ser, de fato, esta gordura?

   Bem… As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

   Mas, na verdade, esse post de hoje é para dar um ALERTA!

   Em grande parte dos alimentos vem escrito na embalagem as seguintes palavras: SEM GORDURA TRANS, ISENTO DE GORDURA TRANS, ZERO DE GORDURA TRANS, LIVRE DE GORDURA TRANS, enfim todas querendo dizer a mesma coisa.

   PORÉM…

   Como diz o ditado: Nem tudo que reluz é ouro.

    A indústria, realmente tem a permissão de utilizar o claim (alegação) "livre de gorduras trans" nos rótulos dos alimentos, mesmo que o alimento pronto para consumo contenha até 0,2g de gorduras trans na porção descrita na informação nutricional. Reparem em um detalhe muito importante: o 0,2g acaba sendo arredondado para 0.

   Mas este 0,2g não pode ser ignorado! Vou dar um exemplo simples:

  Supondo que a porção descrita na informação nutricional seja de 3 bolachas recheadas. Caso você coma 9 bolachas recheadas e o produto tenha 0,2g de gordura trans (que automaticamente é arredondado para 0, como citado acima), você já estará consumindo uma certa quantidade de gordura trans (no exemplo de 0,2g/porção já seria 0,6g de gordura trans nas 9 bolachas recheadas consumidas). 

   Assim, na realidade, as indústrias deveriam escrever: zero de gordura trans NA PORÇÃO

   Como costumo reparar muito em embalagens confesso que nunca havia visto uma embalagem…como posso dizer…“honesta” com o consumidor. Mas semana passada encontrei finalmente uma embalagem honesta! Vejam como deveria ser o exemplo …

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    Então agora vocês já sabem! Não se iludam quando lerem zero de gordura trans pois só será realmente zero na quantidade da porção estabelecida na informação nutricional do rótulo (segue abaixo um modelinho de rótulo).

   E outra coisa… quanto que podemos consumir de gordura trans por dia?

   A recomendação é que seja consumido o mínimo possível. Não devemos consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.

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