domingo, 26 de setembro de 2010

DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO




Hoje, 26 de setembro de 2010, é o Dia Mundial do Coração, uma iniciativa da Federação Mundial do Coração.
Este dia é comemorado sempre no último domingo de setembro. E neste ano de 2010 completa 10 anos de comemoração com o tema: “Eu trabalho com coração”.
O principal objetivo desta iniciativa é reforçar a importância da realização de atividades físicas e desportivas e de um estilo de vida ativo para um melhor coração e uma vida mais saudável.
As doenças cardiovasculares são aquelas que causam mais mortes, no mundo inteiro, vitimando 17,1 milhões de pessoas por ano.
Os fatores de risco são: níveis elevados de pressão arterial, colesterol e glicose, tabagismo, ingestão insuficiente de fruta e vegetais, excesso de peso, obesidade e sedentarismo.
Então aqui vão algumas dicas de como viver mais saudável:
u Coma alimentos saudáveis – pelo menos cinco porções de frutas e vegetais  por dia e evite gordura saturada.
v Seja ativo e tenha o controle de sua saúde cardíaca – mesmo 30 minutos de atividade física ajuda a evitar ataques cardíacos e derrames.
w Diga não ao tabaco – seu risco de doença cardíaca será diminuído pela metade em um ano e retornará aos níveis normais com o tempo.
x Mantenha um peso saudável.
y Reduza o consumo de sal – isso leva a uma diminuição da sua pressão arterial. A pressão arterial é o fator de risco número um para o derrame.
z Conheça seus números – visite um profissional da saúde para medir sua pressão, seus níveis de colesterol e glicose, calcular seu Índice de Massa Corporal (IMC) e sua relação cintura-quadril. Uma vez conhecido seu risco geral, você pode desenvolver um plano específico para melhorar sua saúde cardíaca.
{ Limite sua ingestão de álcool – o excesso de álcool pode fazer sua pressão e seu peso aumentarem.
| Encoraje momentos livres de estresse no trabalho.
} Visite, pelo menos, uma vez ao ano seu médico para fazer um check up.
~ Dedique pelo menos uma hora do seu dia a você mesmo.

CUIDE DO SEU CORAÇÃO!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Chás

O chá é uma das bebidas mais consumidas e mais antigas do mundo, os primeiros relatos de seu uso datam do século 27 a.C.

Dentre os alimentos funcionais, o chá é uma bebida amplamente utilizada, apresentando um consumo mundial per capita de, aproximadamente, 120mL/dia, perdendo apenas para a água como a bebida mais consumida.

Basicamente há três tipos de chás tendo como nome científico Camelia sinensis, da família Theaceae, que são mais consumidos mundialmente: o chá verde, o qual não sofre fermentação durante o processo e deste modo retém a cor original de suas folhas; o chá oolong, o qual é parcialmente fermentado, resultando em um chá verde-preto; e o chá preto, cujo processo de fermentação é maior do que o do chá oolong, contribuindo assim para uma coloração escurecida, além de lhe conferir sabor característico.

Mas e o chá branco e o chá vermelho? Bom, esses dois também são feitos a partir da Camelia sinensis, porém não existem evidências científicas sobre os seus efeitos.

Os chás tem atraído muita atenção nos últimos anos devido à sua capacidade antioxidante. O consumo de antioxidantes naturais, como os compostos fenólicos que inibem a formação de radicais livres, tem sido associado a uma menor incidência de doenças relacionadas com o estresse oxidativo, como as doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas.

Os constituintes mais importantes das folhas do chá de Camelia sinensis são os compostos fenólicos, em especial os taninos e os flavonóides.

Provavelmente o aquecimento do chá pode levar a uma diminuição da biodisponibilidade de seus principais componentes (catequinas).
Uma típica bebida de chá verde, preparada em uma proporção de 1 grama de folhas para 100mL de água por 3 minutos de fervura, geralmente, contém cerca de 35-45mg de catequinas e 6mg de cafeína, dentre outros constituintes.

A American Dietetic Association (ADA) sugere o consumo de 4 a 6 xícaras de chá verde ao dia, a fim de alcançar seus efeitos benéficos. A forma de preparo também deve ser considerada, devendo-se esquentar a água até pouco antes da ebulição e despejá-la nas folhas de chá bem devagar e do alto, oque ajuda na redução do processo oxidativo. A infusão deverá ficar abafada por um período de 2 a 3 minutos. O armazenamento por longo tempo também não é recomendado, pois ocorre perda dos compostos fenólicos. A proporção de água e ervas deve ser a seguinte: para cada litro de água, quatro colheres de sopa de erva fresca ou duas colheres de erva seca. Outra sugestão é que deve ser consumido entre as refeições para não interferir na biodisponibilidade dos nutrientes.

A preponderância das evidências sugere que o chá verde, através de seus componentes, tem efeito portetor contra diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares, possui propriedade antialérgica, antiesclerótica e antibacteriana, acelera o metabolismo, além de ser rico em minerais e vitamina K. O chá preto possui ação contra radicais livres, tem potencial anticarcinogênico e antimutagênico com capacidade para reduzir doenças cardiovasculares.

Por essas razões, atualmente, o chá é considerado um alimento funcional que, se consumido no cotidiano, pode trazer inúmeros benefícios à saúde. Em contrapartida, alguns estudos evidenciaram efeitos danosos à saúde quando o chá verde for utilizado por longos períodos ou acima das doses recomendadas. Entre os efeitos adversos observados em pessoas que ingeriram, por 5 anos, o chá obtido diariamente a partir de 65g de folhas, pode levar à disfunção hepática, problemas grastrointestinais, como constipação, e até mesmo à diminuição do apetite, insônia, hiperatividade, nervosismo, hipertensão e irritação gástrica. Esses possíveis efeitos danosos devem-se pelo conteúdo de cafeína presente no chá.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Soja

Há muitos anos que os possíveis efeitos da soja na saúde são assunto em fóruns científicos. Existem diversos estudos relacionando o consumo de soja com a melhora do perfil lipídico. Este efeito relacionado à saúde cardiovascular é acompanhado por outros benefícios, dentre os principais, encontram-se aqueles associados ao diabetes, controle glicêmico, obesidade, osteoporose, câncer, menopausa, intolerância à lactose, entre outros. Entretanto, a maioria dos estudos ainda não é conclusiva.

Apesar do Brasil ser o segundo produtor mundial de soja, a população brasileira ainda consome pouco deste alimento, quando comparada a outros países. Um dos motivos é a falta de conhecimento em relação aos benefícios nutricionais da soja, aos produtos disponíveis e às formas de introduzi-la de forma saborosa na alimentação.

Seu componente-chave, a proteína de soja e a isoflavona (fitoestrógeno), são os responsáveis por ela receber o papel de alimento dito funcional.

Com cerca de 45% de proteína em sua composição, a soja é fonte de proteína de origem vegetal, de alto valor biológico.

A soja oferece aspectos vantajosos, tanto em relação aos alimentos de origem animal como aos outros grãos integrantes do grupo das leguminosas, como o feijão e a lentilha. Isso porque, diferente de outros alimentos vegetais, é o único de seu grupo que contém proteína de alto valor biológico, assim como a proteína animal, porém com uma composição de gorduras característica dos grãos: alta em gorduras mono e poliinsaturadas, baixo teor de gordura saturada e isenta de colesterol. Desta forma, a American Heart Association considera a soja um alimento com um bom perfil nutricional e benéfica para a saúde cardíaca.

Ela possui também quantidade significativa de minerais, como cálcio, ferro, cobre, fósforo e zinco, e vitaminas, principalmente as do complexo B.

O FDA (Food and Drug Administration) aceitou as evidências de que proteína de soja, quando administrada em doses mínimas de 25g por dia, e como parte de uma dieta reduzida em gordura saturada e colesterol, reduz o colesterol sanguíneo.

Agora você deve estar se perguntando... mas e esses 25g? Como faço para consumir essa quantidade?
Apenas para ilustrar, se você tomar, por exemplo, 1 caixa de leite (AdeS original), você irá alcançar esse valor.

A utilização de proteína de soja em dietas de baixo valor calórico tem se mostrado  mais eficaz na redução de peso, quando comparada à mesma dieta com proteína animal. Um dos mecanismos propostos seria a maior saciedade proporcionada pela proteína de soja em comparação ás outras proteínas.

Segundo estudos, a inclusão de soja na dieta modificou os fatores de risco para Doença Arterial Coronariana (DAC) e melhorou a função renal dos pacientes diabéticos.

A soja pode ser consumida de diferentes maneiras e em diversas ocasiões, como grãos cozidos, em saladas ou refogados, em deliciosas preparações que utilizam a proteína texturizada, como hambúrguer de soja, legumes recheados, estrogonofe e lasanha.O tofu, o missô e o alimento à base de soja líquido são outras opções saborosas e práticas de incluir a soja no dia-a-dia.

Em indivíduos saudáveis, a inclusão de alimentos com soja não exclui da dieta os alimentos à base de leite ou de carne. Pelo contrário, é uma forma de equilibrar a dieta em relação aos valores de gorduras boas, vitaminas, minerais e fibras.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aveia

Ela foi o primeiro produto aprovado no Brasil como alimento funcional.
                                                
A aveia faz parte do grupo das fibras. As fibras são carboidratos complexos classificados, de acordo com a solibilidade, em solúveis e insolúveis.

Faz parte das fibras solúveis a pectina, que são as frutas, e as gomas, que são a aveia, a cevada e as leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha e ervilha). Estas, diminuem o tempo de trânsito gastroinstestinal e também reduzem o colesterol.

Já as fibras insolúveis compreendem a celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e ligninas (hortaliças). Elas não atuam sobre a colesterolemia (concentração de colesterol no sangue), mas aumentam a saciedade, auxiliando na redução da ingestão calórica.

A recomendação diária de fibras é de 20 a 30g, sendo de 5 a 10g de fibras solúveis como medida adicional para a redução do colesterol.

O componente principal que faz da aveia um alimento funcional é a beta-glucana.

Esta substância, beta-glucana, é hipocolesterolêmica, ou seja, reduz colesterol total e LDL (o mau colesterol). Sendo assim, é recomendada para indivíduos hipercolesterolêmicos.

Cerca de 3g de beta-glucana pode ser capaz de diminuir em torno de 5% do colesterol sérico (aquele presente na corrente sanguínea).

Bom mas como obter estes 3g de beta-glucana em nossa dieta?

Pode ser a partir de 2 colheres de sopa cheias (40g) de farelo de aveia OU 2 colheres de sopa cheias (60g) de farinha de aveia.
A beta-glucana também tem efeito na regulação do trânsito intestinal, na redução da pressão arterial e na diminuição da absorção de glicose.

A aveia pode fazer parte dos ingredientes de massas, patês, preparações com aves, carnes e peixes, granola, biscoitos e bolos.

Aqui vai uma receita de Nhoque de legumes:

Ingredientes
Nhoque
- 500g de cenoura cozida e passada no espremedor
- 250g de ricota passada no espremedor
- 2 colheres de sopa de aveia em flocos finos
- 1/2 colher de chá de noz-moscada
- Sal e pimenta-do-reino à gosto
Molho
- 1 lata de tomate pelado ou 1 lata de molho pronto
- 250g de tomate-seco espremidos
- 1 colher de sopa de requeijão light
- 1 colher de sopa de cebola ralada
- 1 colher de chá de noz-moscada
- Sal à gosto

Modo de preparo
1. Em uma tigela, coloque as cenouras, a ricota, a aveia, a noz-moscada, o sal e a pimenta. Vá misturando até formar uma massa homogênea.
2. Leve para a geladeira por 1 hora.
3. Retire, faça bolinhas e reserve.
4. Em uma frigideira, coloque o requeijão e a cebola e deixe refogar.
5. No liquidificador, bata o molho de tomate, misture a cebola refogada e deixe apurar. Em seguida, coloque a noz-moscada e o tomate seco. Acerte o sal.
6.Em um refratário, coloque as bolinhas de nhoque, adicione o molho e leve ao forno por aproximadamente 10 minutos.

OBS: Se preferir substitua a cenoura por 500g de espinafre cozido e batido na tábua.

Curiosidade
O quadro mostra a quantidade de fibras de alguns alimentos.

Alimento
Medida caseira (Qtdade em g)
Fibras (g)
Aveia em flocos
1 colher de sopa cheia (15g)
1,5
Feijão preto
1 concha (140g)
10,3
Mamão formosa
1 fatia pequena (100g)
0,6
Farelo de trigo
1 colher de sobremesa cheia (7g)
2,9
Beterraba
1 unidade pequena (80g)
2,2
Couve verde
5 colheres de sopa (100g)
2,6

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alimentos Funcionais

Devido ao grande interesse por parte das pessoas que se preocupam com sua saúde, além da intensa cobertura através da mídia sobre as questões de saúde X alimentação, resolvemos discutir essa semana sobre os alimentos funcionais, muito comentados e alvo de inúmeros estudos.


Definidos como produtos, os alimentos funcionais contêm em sua composição alguma substância biologicamente ativa que ao ser adicionada a uma dieta usual desencadeia processos metabólicos ou fisiológicos, resultando em redução do risco de doenças e manutenção da saúde.
Funcionalidade é a propriedade dos alimentos que vai além de sua qualidade de fonte de nutrientes.

O conceito de alimento funcional é, até certo ponto, novo.

Teve origem a partir da atenção dada à dieta de alguns povos, pois estes, apresentavam uma baixa incidência de doenças. Os esquimós, com sua alimentação baseada em peixes e produtos do mar ricos em ácidos graxos poliinsaturados das famílias ômega 3 e 6, têm baixo índice de problemas cardíacos, assim como os franceses, devido ao consumo de vinho tinto, o qual apresenta grande quantidade de compostos fenólicos. Os orientais devido ao consumo de soja, que contém fitoestrogênios, apresentam baixa incidência de câncer de mama. Nestes países, o costume de consumir frutas e verduras também resulta numa redução do risco de doenças coronarianas e de câncer, comprovada por dados epidemiológicos.

Os alimentos funcionais fazem parte de uma nova concepção de alimento lançada pelo Japão na década de 80 através de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida.
Com base no exposto acima, aliado à perspectiva de elevado retorno financeiro, fez-se com que a indústria alimentícia investisse na pesquisa, desenvolvimento e marketing de novos produtos.

A importância para a saúde do uso destes alimentos verifica-se no Brasil pelo fato de que os brasileiros enfrentam um avanço das doenças crônicas degenerativas por conta de um estilo de vida desequilibrado que envolve maus hábitos alimentares e sedentarismo. E o consumo regular desses alimentos pode ser uma alternativa para conter o avanço dessas doenças e fazer com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde delas.

É necessário que o consumo destes alimentos seja regular a fim de que seus benefícios sejam alcançados. Não adianta nada ingerir tais alimentos uma vez por semana... tem que ser uma ingestão diária!

É importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada e balanceada. Isto quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos, se a ingestão deste estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.
O risco que existe na ingestão deste tipo de alimento restringe-se somente em não obter os resultados esperados, já que esses alimentos não possuem contra indicação.

Os alimentos funcionais não devem ser confundidos com “alimentos mágicos” ou com medicamentos tradicionais. Sendo uma área de estudo, um maior número de pesquisas sobre as substâncias biologicamente ativas contidas nesses alimentos é necessário para que se possa determinar seus efeitos benéficos com mais exatidão e quantificar as doses máximas e mínimas que podem ser ingeridas pela população, a fim de oferecer eficácia sem oferecer riscos de toxicidade e avaliar os efeitos colaterais através do uso prolongado.

domingo, 19 de setembro de 2010

Penne integral com tomate e queijo emmenthal

                              

Hoje, vamos compartilhar com vocês a receita de uma massa que nossa mãe faz quase todos os domingos e virou lei aqui em casa. É irresistível e realmente vicia. Dá vontade de comer sempre.

E vamos aos ingredientes:

- 1 pacote de macarrão integral do tipo Penne
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
- 3 dentes de alho picados
- 2 latas de tomate pelado cortado em pedaços
- 1 pacote (500g) de polpa de tomate
- Molho de pimenta e sal a gosto
- 10 folhas de manjericão
- 200g de queijo emmenthal em cubos bem pequenos

Modo de preparo:

1. Em uma panela aqueça água suficiente para cozinhar o macarrão.
2. Em outra panela, coloque o azeite, o alho e deixe dourar. Junte o tomate pelado em pedaços, a polpa de tomate e deixe ferver por 20 minutos.
3. Acrescente sal e molho de pimenta ao seu gosto.
4. Junte o manjericão e o queijo no molho de tomate, desligue o fogo e tampe a panela para o queijo derreter.
5. Quando o macarrão estiver al dente escorra e coloque-o em um refratário. 
6. Por último, jogue o molho sobre o macarrão e enfeite com folhinhas de manjericão.

Sirva imediatamente e BOM APETITE!

Dica: Para o refratário que você irá servir a massa ficar bem quente, escorra um pouco da água do macarrão no refratário e o restante escorra no próprio escorredor. Depois retire a água do refratário e coloque o macarrão. Assim, sua massa não irá esfriar tão rapidamente.

sábado, 18 de setembro de 2010

Qual a primeira coisa que você repara no rótulo?

As calorias, claro. Mas, há outras informações tão ou mais importantes.




Uma delas é a denominação de venda - a descrição fiel do que é o produto, que fica no pé da embalagem. Assim, você compra hambúrguer, sem ler que trata-se de carne bovina misturada a carne suína. Também devemos ficar atentos quanto a quantidade de fibra e sódio (sal). E outro ponto importante é a quantidade de gorduras totais e trans. Muitos alimentos diet, sem açúcar, têm mais gordura.

A Anvisa publicou, no dia 29 de julho, uma resolução obrigando os fabricantes de produtos com baixo teor nutricional ou elevadas quantidades de açúcar, gordura saturada ou trans a colocarem um alerta nas publicidades dos produtos. O texto do documento definia quais seriam as quantidades consideradas elevadas e, para esses casos, determinava a inscrição da frase: "O alimento contém muita gordura trans e, se consumida em grande quantidade, aumenta o risco de doenças do coração".

A resolução teria 180 dias para começar a valer, mas a Advocacia-Geral da União divulgou um parecer que pede a suspensão da resolução.

Na Inglaterra, existe um sistema de "rótulo semáforo", em que os alimentos são sinalizados com cores quando têm altos níveis de gordura, açúcar ou sal. Então produtos com cores verdes ou amarelas são mais saudáveis do que aqueles em que a cor vermelha aparece mais vezes.

O Brasil definitivamente deveria aplicar este método. Só assim nossos consumidores saberiam realmente o que estão comendo!

Caso você tenha interesse, abaixo está um link do Manual de Orientação aos Consumidores sobre Rotulagem Nutricional: Educação para o Consumo Saudável, disponibilizado pela Anvisa.

http://www.anvisa.gov.br/alimentos/rotulos/guia_bolso.pdf

Responda a enquete ao lado para sabermos se você entende os termos que aparecem nos rótulos dos produtos que você está acostumado a comprar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18 de setembro de 2010 - cotidiano 1/saúde 11.